segunda-feira, 17 de maio de 2010

Conselhos para pais e professores




• A criança mobiliza todo o seu ser quando se entrega espontaneamente a uma actividade criadora. Devem estar preparados para estimular, promover e aceitar a linguagem gráfica da criança como factor importante do seu desenvolvimento.
• Não é necessário dar-lhes a conhecer o valor artístico dos próprios trabalhos. Podemos, no entanto, explorar os êxitos para ajudá-las a prosseguir com confiança no trabalho. Para algumas crianças o elogio pode ter um efeito muito compensador
• Existem algumas pistas que podem orientar os pais e professores sobre o que diz o desenho da criança:
o Posição do desenho – Todo desenho na parte superior do papel, está relacionado com a cabeça, o intelecto, a imaginação, a curiosidade e o desejo de descobrir coisas novas. A parte inferior do papel nos informa sobre as necessidades físicas e materiais que pode ter a criança. O lado esquerdo indica pensamentos que giram em torno ao passado, enquanto o lado direito, ao futuro. Se o desenho se situa no centro do papel, representa o momento actual.
o Dimensões do desenho - Os desenhos com formas grandes mostram certa segurança, enquanto os de formas pequenas parecem ser feitas por crianças que normalmente precisam de pouco espaço para se expressar. Podem também sugerir uma criança reflexiva, ou com falta de confiança.
o Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.
o A pressão do desenho - Uma boa pressão indica entusiasmo e vontade. Quanto mais forte seja o desenho, mais agressividade existirá, enquanto as mais superficiais demonstra falta de vontade ou fadiga física.
o As cores do desenho – O vermelho representa a vida, o ardor, o activo; o amarelo, a curiosidade e alegria de viver; o laranja, necessidade de contacto social e público, impaciência; o azul, a paz e a tranquilidade; o verde, certa maturidade, sensibilidade e intuição; o negro representa o inconsciente; o castanho, a segurança e planeamento. É necessário acrescentar que o desenho de uma só cor, pode denotar preguiça ou falta de motivação.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Interpertação do desenho infantil




Árvore: Refere-se ao físico, emocional e intelectual da criança, Quando o tronco da arvore é alto e largo, revela que seu filho tem muita força na superação dos problemas. Quando o tronco for pequeno e estreito, revela vulnerabilidade às complicações.Se houver excesso de folhas, a criança tem grande ocupações talvez em excesso. Se houver poucas folhas, e galhos a criança está triste.
Casa: Desenho de uma casa grande, demonstra grande emotividade, se for uma casa pequenina seu filho demonstra que é uma criança retraída.
Barco: Desenhar barco significa que a criança adapta-se facilmente a imprevistos. Barcos grandes, revela que seu filho não gosta de mudanças e aprecia ter controlo da situação, se for barco pequeno seu filho é sensível, e tem grande intuição.
Flores: desenhar flores significa que seu filho é uma criança alegre e feliz.

Posição do desenho – Todo desenho na parte superior do papel, está relacionado com a cabeça, o intelecto, a imaginação, a curiosidade e o desejo de descobrir coisas novas. A parte inferior do papel nos informa sobre as necessidades físicas e materiais que pode ter a criança. O lado esquerdo indica pensamentos que giram em torno ao passado, enquanto o lado direito, ao futuro. Se o desenho se situa no centro do papel, representa o momento atual.
Dimensões do desenho - Os desenhos com formas grandes mostram certa segurança, enquanto os de formas pequenas parecem ser feitas por crianças que normalmente precisam de pouco espaço para se expressar. Podem também sugerir uma criança reflexiva, ou com falta de confiança.
Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.
A pressão do desenho - Uma boa pressão indica entusiasmo e vontade. Quanto mais forte seja o desenho, mais agressividade existirá, enquanto as mais superficiais demonstra falta de vontade ou fadiga física.
As cores do desenho – O vermelho representa a vida, o ardor, o ativo; o amarelo, a curiosidade e alegria de viver; o laranja, necessidade de contato social e público, impaciência; o azul, a paz e a tranquilidade; o verde, certa maturidade, sensibilidade e intuição; o negro representa o inconsciente; o marrom, a segurança e planejamento. É necessário acrescentar que o desenho de uma só cor, pode denotar preguiça ou falta de motivação.

Toda a criança é artista




Ao nascer, a criança se dispõe, pela própria natureza do seu cérebro, a aprender continuadamente por toda a vida. O que impede essa “aprendizagem contínua e profícua” é a acção bloqueadora dos adultos – principalmente dos pais – que, a pretexto de educar, acabam desvirtuando a criança do seu destino natural.
Nossa sociedade aparentemente valoriza a atitude criativa, pois, considerando-se as palavras de Jorge A.M. Assunção (autor de Criatividade Educacional), esta representa uma resposta adequada a uma nova situação e uma resposta mais construtiva e adequada a uma situação antiga, devendo o criador ser capaz de modificar seu comportamento em resposta a novas informações, desenvolvendo perspectivas a fim de progredir por si mesmo num estímulo único de aprendizagem.
As crianças criativas precisam, antes de mais nada, ter o valor dos seus talentos reconhecidos, dando-lhes condições para lidar com as provações e fracassos que surgirão naturalmente ao longo da vida. Se tiverem encorajamento e permissão para explorar, experimentar e testar suas ideias através de projectos de sua própria iniciativa, assumindo responsabilidades, encontrarão provações e fracassos, podendo enfrentá-los sem dificuldade.
A criatividade está ligada aos elementos pouco ou nada fixos que constituem a vida real. Quando não há preocupação com o desenvolvimento da criatividade pode haver consequências graves para a interacção social, à sensibilidade, ao calor humano, a improvisação e a subjectividade. Podendo trazer como consequência, a eliminação das características subjectivas e inconscientes que toda criação deve ter, obrigando a criança a formalizar completamente seus pensamentos e sentimentos.
A criança comunica o que vê, o que pensa e o que sente, por meio da fala, dos gestos, dos sentimentos e dos desenhos. Ela gosta muito de rabiscar, desenhar pintar e construir objectos. Pequenos materiais simples que qualquer família possa ter em casa, se tornam excelentes objectos para uma criatividade extraordinária que a criança possui. Tais esses como: Gravetos, pedacinhos de tijolo, pedra ou carvão -servem para rabiscar e desenhar; Caixas, garrafas plásticas vazias e latas -para criar brinquedos; Barro -para modelar bichinhos e bonecos, entre vários outros.

A Arte e o Desenvolvimento das crianças





Através do desenho de uma criança é possível analisar seu carácter, sua personalidade, temperamento e carências. É possível também através do que a criança desenha, descobrir e reconhecer as fases pelas quais a criança está a passar, suas dificuldades, bem como seus pontos positivos.
• Entre 2 e 3 anos de idade, a criança ainda não faz desenhos com significado representativo. Gradativamente a criança vai expressando traços mais significativos, entre os 2 e 3 anos, o que se nota são traços leves, ou fortes, pequenos rabiscos, etc.
• Entre os 3 e 5 anos de idade, a criança já tenta desenhar de acordo com a sua realidade, e conforme a própria percepção. Evidente que ainda são traços sem grande expressão, mas que para a criança tem todo um sentido.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Psicologia Infantil


“O conhecimento não provém, nem dos objectos, nem da criança, mas sim da interacção entre a criança e os objectos”
JEAN PIAGET


• COMO AS CRIANÇAS CONSTROÉM O CONHECIMENTO


Ao longo das suas vidas os seres humanos desenvolvem capacidades de forma sequencial e previsível. Com a maturação vão emergindo novas capacidades. Apesar desse carácter previsível, cada pessoa apresenta, desde o nascimento, aspectos únicos e específicos, os quais, através das interacções diárias, se vão diferenciando progressivamente em personalidades únicas. A aprendizagem ocorre sempre no contexto desta especificidade individual de características, capacidades e oportunidades. A APRENDIZAGEM PELA ACÇÃO consiste na experiência directa e imediata de objectos, pessoas, ideias e acontecimentos – é uma condição necessária para a reestruturação cognitiva e para o desenvolvimento. A criança pequena aprende conceitos, forma ideias e cria os seus próprios símbolos ou abstracções através de uma actividade auto-iniciada – move-se, ouve, procura, sente, manipula. Esta actividade, levada a cabo num contexto social em que o adulto atento e sensível é um observador-participante, torna possível à criança estar envolvida em experiências intrinsecamente interessantes que podem vir a produzir conclusões contraditórias e a desencadear numa consequente reorganização da compreensão que a criança faz do seu mundo.


“As crianças efectuam acções reais sobre os materiais, as quais compõem a base da aprendizagem, e essas acções são tão concretas e directas quanto os materiais possam permitir”.



O PAPEL DO ADULTO

Os adultos apoiam a aprendizagem activa através:
1. Da organização dos espaços ambientais
2. Da organização de rotinas
3. Do encorajamento de acções intencionais, de resolução de problemas e de reflexão verbal por parte das crianças
4. Do estabelecimento de um clima interpessoal apoiante
5. Do planeamento de experiências

AS TRANFORMAÇÕES TÍPICAS DAS CRIANÇAS PRÉ-ESCOLARES


1. Misturar tintas
2. Usar aditivos alimentares para colorir a água
3. Soprar e fazer bolas de sabão
4. Torcer uma esponja ensopada
5. Fazer uma corrente de argolas de papel
6. Dobrar um cobertor de bonecas
7. Partir nozes
8. Serrar madeira
9. Perfurar buracos
10. Abanar uma pandeireta
11. Contorcer-se para caber num carrinho de bonecas
12. Imprimir uma máscara feita no computador
13. Fazer passar uma bola de plasticina por dentro de uma espiral
14. Pôr uma cabeleira
15. Enrolar um fio de arame em volta de um pau

• O DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE PESSOAL DA CRIANÇA ATRAVÉS DA INTERACÇÃO

Desde o inicio da sua vida as experiências da criança com as pessoas significativas que a rodeiam influenciam a maneira como a criança se vê a si própria e, consequentemente, a maneira com interage com as pessoas em diferentes situações. O desenvolvimento da identidade pessoal da criança progride gradualmente ao longo da sequência de interacções que esta vai experimentando. As crianças até à idade pré-escolar podem passar por três estádios de desenvolvimento social e emocional: confiança/desconfiança, autonomia/vergonha e dúvida e iniciativa/culpa. Quando a criança tem experiências com adultos em formas que conduzem ao aparecimento de sentimentos de confiança, autonomia, iniciativa, em lugar de desconfiança, vergonha, dúvida e culpa, tenderá a desenvolver atitudes e sentimentos de esperança, aceitação, força de vontade e a capacidade e vontade para alcançar objectivos. O processo pelo qual uma criança passa a estar emocionalmente ligada à mãe, ao pai, ou a outra pessoa significativa afecta directamente aspectos chave da personalidade da criança, incluindo as suas capacidades de empatia, simpatia, e de resolução de problemas. O apoio constante e atento de adultos é decisivo no florescimento das várias potencialidades da criança: crescer, aprender e construir um conhecimento prático do mundo físico e social.


“As crianças aprendem a valorizar as suas experiências familiares e as dos outros quando os professores constroem relações fortes com os pais e incorporam os materiais e as actividades da vida familiar no contexto pré-escolar”